Apenas uma reflexão

Publicado por Nivaldo Jr em 13 Nov 2007 | sob: Pensamentos

“… um estudo verdadeiramente crítico da educação precisa ir além das questões técnicas de como ensinar eficiente e eficazmente – que são em geral as questões dominantes ou únicas questões levantadas pelos educadores. Esse estudo deve pensar criticamente a relação da educação com poder econômico, político e cultural.” (APPLE, 2006:pag7).

A frase acima é um presságio às reflexões que seguem.
Um estudo sobre a educação desassociado de questões sociais, econômicas e políticas terá um grau de relevância ínfimo. Quando decidi pesquisar o uso das tecnologias na educação, meu maior medo era, e ainda é, ocupar essa faixa de relevância, sendo pequeno o suficiente para, simplesmente, não ter razão de ser.
Lembro-me, então, de uma aula do com o professor Cortella, nela o professor comparava a educação a um grande barco e nós, educadores, poderíamos ficar no porão discutindo o como deveríamos remar, qual a velocidade ideal giro do braço, escreveríamos N cálculos sobre a “remada perfeita”, mais nunca discutiríamos para onde o barco está indo.
Compartilhar o leme.
É nessa linha que devemos focar na pesquisa para então responder: Para onde estamos indo?
Inegavelmente a tecnologia traz consigo novos arranjes à economia, à política, à sociedade, à cultura, etc. Novos recursos que aproximam (ou distanciam?) as pessoas, trazem a possibilidade de levarmos no bolso a maior fonte de dados já produzida pela humanidade, a internet, onde o registrar e o pesquisar dados nunca foi mais fácil. Mas, onde queremos chegar com tal recurso? E como estaremos ao chegar?
Neste contexto novas disciplinas e conteúdos foram atribuídos à escola, o ensino das tecnologias, e nas tecnologias, passou a ser um jargão, fora “sloganizado”, transformado em sinônimo de competência e modernidade.
Desta forma novas discussões sobre o uso ou não da tecnologia em sala de aula atingiu a sala dos professores, o computador deixou de ter uma posição neutra (a qual, a priori, acredito que nunca teve) e começou ou a ser tratado como responsável ou pelo fracasso ou pelo sucesso. Essa postura onde computador é algo bom ou ruim, livra, em partes, o Homem de qualquer tipo de culpa. O computador é ruim para a educação, não é o uso que o homem faz dele que torna-o ruim, é ele que não serve para educar. O mesmo se aplica quando afirmamos que o computador é bom para a educação, quem é bom é a tecnologia e não o homem que faz uso dela.
Levamos, desta forma, a discussão sobre Tecnologia e Educação a um patamar tolo, baseado em uma crença também tola do computador como único agente do processo. Seria como analisarmos qual a culpa da bala perdida em uma morte. Iríamos estudar qual o percurso dela, sua forma, ate poderíamos estudar qual o revolver que a disparou e chegaríamos a conclusão, que me parece obvia, sem armas não haveriam mortes por bala perdida. A culpa então é da arma e não do sujeito que o disparou.
Ora o computador, assim como a bala perdida, não tem vontade própria, não sabe (no caso da máquina ainda não sabe) agir sozinha, sem interferência humana. Se o uso de computadores na educação não atingiu todo o potencial que pode atingir, não nos cabe uma reflexão sobre a máquina, mas sim sobre o uso que dela se faz.
Esquecemos-nos de questões como: Qual cidadão podemos ajudar a formar com esse novo recurso? Como colocar o recurso a serviço da comunidade? Quais as necessidades dos alunos, e da sociedade, podem ser atendidas com esse recurso? E formulamos perguntas como: “O computador é bom ou ruim para o ensino fundamental?” Mas sabemos que o computador, a priori, assim como qualquer “invento”, não pode ser bom ou ruim. Ele é aquilo que a pessoa que o usa faz.
Cabe a nós decidirmos como queremos usar esse invento na educação e, para tanto, é necessário uma reflexão não sobre o computador, ou software, ser bom ou ser ruim, mas sobre o como usaremos a máquina, qual o conteúdo a ser ensinado e de que forma usaremos esse recurso para nos auxiliar em sala de aula.
Cabe então, para finalizar, uma frase de Paulo Freire:

“Para o “educador- bancário”, na sua antidialogicidade, a pergunta, obviamente não é a propósito do conteúdo do diálogo, que para ele não existe, mas a respeito do programa sobre o qual dissertará a seus alunos. E a esta pergunta responderá ele mesmo, organizando seu programa.”

O que somos então:
Um “educador-bancário” com uma nova ferramenta, ou um educador crítico com um novo recurso?

Simplesmente Amigos…

Publicado por Nivaldo Jr em 18 Set 2007 | sob: Pessoal

Caros amigos…

Creio que nunca postei uma foto nesse blogger sobre a minha vida pessoal, acho que nunca, se quer, fiz mensura a amigos, aqui nesse espaço.
Mas não posso me furtar da verdade: Se sou o que sou é pq me fiz o que fiz. Ao fazer-me, faço-me sozinho pois ninguém faz ninguém, mas não me faço sem ninguem…
Sou humano e, como humano, faço-me em sociedade. Percebo, então, que só estou completo quando, de alguma forma, ajudo o outro a se fazer.
Nesse dia me fiz mais filosofo. Resolvemos todos os problemas do mundo.
pensadores - pensadores

Mais um video…

Publicado por Nivaldo Jr em 28 Ago 2007 | sob: Videos

Esse o pessoal da Faculis passou para reflexão.

Curso de Férias 2007

Publicado por Nivaldo Jr em 27 Ago 2007 | sob: Agradecimentos

Às vezes acho que me falta poesia para falar coisas sérias porem, em determinados momentos, sobra-me poemas para coisas não tão sérias.
Toco no assunto na intenção de explicar a demora em publicar algo sobre o curso de férias, “situação” que já me fora cobrada e que adio cotidianamente.
A demora, por incrível que pareça, não vem da falta de tempo, tempo é questão de escolha, mas sim da falta de capacidade de escrever. Montar um texto que consiga explicar o que, realmente, senti neste curso de férias. Montar um texto que exprima toda a beleza do curso. E essa é uma tarefa difícil mesmo ao mais poeta dos poetas.
Peço ajuda a um poeta do sertão chamado Humberto Teixeira que escreveu o poema Assum Preto, que mais tarde fora musicado por Luiz Gonzaga:

Assum Preto

Tudo em vorta é só beleza
Sol de abril e a mata em frô
Mas Assum Preto, cego dos óio
Num vendo a luz, ai, canta de dô

Tarvez pur ignorança
Ou mardade das pió
Furaro os óio do Assum Preto
Pra ele assim, ai, cantá mió

Assum Preto veve sorto
Mais num pode avuá
Mil vez a sina de uma gaiola
Desde que o céu, ai, pudesse oiá

Assum preto, o meu cantar
É tão triste cumo o teu
Também roubaro o meu amor
Que era a luz, ai, dos óios meu

Sempre que escuto essa canção fico pensando, será que não somos pássaros pretos? Será que não formamos pássaros pretos? Quantas vezes, na escola, na rua, em casa, furamos o sonho de alguém para que essa pessoa não voe e fique distante da gente? Quantas vezes as pessoas insistem em acreditar em um “mal necessário” nenhum mal é necessário? Quantas vezes pessoas simplesmente mentem para não deixar pessoas voarem em busca do seu sonho? Quantas vezes falamos e ouvimos, isso é coisa de criança, já tive sua idade, isso passa?
È contra essa visão que nosso curso de férias caminha, caminhamos para a liberdade, não para a libertinagem como muitos pensam, mas para a liberdade e, como homens, seremos livres enquanto pudermos lutar pela nossa liberdade.
Obrigado a todos e todas que fizeram parte do curso de férias, obrigado a todos e todas que fizeram esse “assum-preto” chamando Nivaldo Junior olhar para o céu e ver que ainda temos esperança.

galera - galera

Olá a todos e todas…

Publicado por Nivaldo Jr em 23 Ago 2007 | sob: Bate-papo

Socializo com vocês um vídeo demasiadamente interessante sobre o uso de TICs na educação, tal vídeo fora-me proposto como atividade do Grupo de Pesquisa Tecnologias na educação: concepções, políticas e práticas do Programa de Pós-Graduação Educação: Currículo da PUC-SP e, creio que, é um ótimo presságio à reflexão.

Nostalgia.

Publicado por Nivaldo Jr em 19 Jun 2007 | sob: Pessoal

Acho que amadureço. Certa nostalgia tomou conta de mim…
Sempre vi pessoas com mais experiência vivendo momentos de nostalgia, e não era incomum achar aquilo um porre.
Ora, pensava, quem vive recordando o passado esquece de viver o presente, pois o tempo não foi feito para recordar e sim para ser vivido.
Mas, ultimamente, uma saudade me fortalece. Sinto-a de forma diferente. Sempre escutei pessoas falando de uma saudade que lhes consumia e, com toda preciosidade que a arrogância pode me dar, acho que ai está o erro.
Não quero, e talvez não posso, ter uma saudade que me consuma, que me engula em momentos tristes que, na verdade, são frutos de lembranças que foram felizes (ou não).
O tempo foi sim feito para recordar. Se não qual seria a utilidade do ontem? Ele não existiria, não haveria, ao menos, a palavra ontem. Só hoje e amanhã, e assim quando o hoje passasse, ele simplesmente sumia. Sem lembranças, sem dores, sem sabores.
Aprendo agora a viver no presente lembranças do passado, mas não as choro ou as desejo, apenas as revivo. Revivo-as em minha mente, sinto suas dores, suas alegrias e seus sabores. Mas não as desejo para o agora, as quero ali, no meu ontem, onde eu possa visitá-las sempre, não para matar as saudades (saudades não morrem apenas adormecem) mas para vivê-las, ou melhor revivê-las, e desta forma provar, num outro tempo, o sabor que tinha, outrora, minha vida.

Pare refletir um pouco..

Publicado por Nivaldo Jr em 27 Mai 2007 | sob: Bate-papo

Amo comédia..
Mas odeio aquela comédia que, quando feita pela t.v., pega uma minoria e banaliza, programas que colocam o homossexual como alvo de piadas e que, geralmente, luta contra o fato de ser homossexual, os sem comida (sem teto, sem respeito) é geralmente apresentado como um malandro propício ao crime, etc.
Hoje de madrugada minha prima
Merielly Lima comentou a mim sobre um vídeo que, ao assistir, achei perfeito para mostrar de maneira diferente uma forma de tratar assuntos como gênero.
Dêem uma olhada ai.

Abraços
Nivaldo Junior

Cada dia mais novo… Simplesmente modelo 2007 ano 1977.

Publicado por Nivaldo Jr em 18 Mai 2007 | sob: Crônicas

Li em um texto do Luiz Fernando Verissimo (Seios e Rembrandts) que atualmente (uso a palavra mesmo indo de encontro ao bom senso da escrita, afinal quando é atualmente?) as mulheres já consideram natural o uso de próteses de silicone, seja no seio, nos lábios, na bunda ou onde Deus não quis o uso deste artifício é, contraditoriamente, natural.
Também li um texto do Mario Sergio Cortella (“Não Nascemos Prontos”) que comenta sobre o fato de não nascermos prontos, o autor tenta explicar que nós vamos nos fazendo: “Gente não nasce pronta e vai se gastando; gente nasce não-pronta, e vai se fazendo” achei divina essa idéia, por isso de hoje em diante não perguntarei mais, o que você está fazendo, mas sim, como você está se fazendo?
Isto posto, fiquei maravilhado com as semelhanças de idéias. Literalmente as pessoas estão se fazendo, pois:
Filosoficamente a cada instante você é um ser novo, com novas idéias novos pensamentos. Você renasce a cada instante “O mais velho de mim (se é o tempo a medida) está no meu passado e não no meu presente” (Cortella novamente).
Naturalmente: A cada vez que você nasce, nasce também uma ruga. Novas idéias e novos pensamentos trazem cabelos brancos e a gravidade fica mais forte a cada ano que passa.
O problema de ficar filosoficamente mais novo, ou naturalmente mais velho, está no fato que o corpo não acompanha a mente, enquanto o corpo fica velho, fraco, cansado, a mente se renova, se refaz, somos um sujeito ano 2007 modelo data de nascimento e “competimos” com outros sujeitos 2007 mas modelos 10, 20 ou 30 anos mais novos e isso pode ser um problema.
Para essa luta, filosoficamente e naturalmente desigual, usamos as armas que temos, aquelas que possuímos e, as às vezes, as que nossa renda nos deixa possuir.
Oras, podemos dar um jeito nessa gravidade chata, nada que um com cartão de crédito não resolva, os cabelos brancos? Muito mais barato, e fácil, de se resolver, já as rugas podem ser mais chatas, mas temos o Botox, se ainda assim a coisa não funcionar, o viagra resolve pois um tapa nos cabelos tingidos, um óculos para esconder a marca do botox e estamos prontos para a luta, quer seja ela por parceiros ou parceiras quer seja ela por empregos.
É comum o uso de Justificativas como: “… quero envelhecer bonito, sem rugas..”, “… não tenho cabelos brancos, pinto todos para ficar bonito”. Oras, desde quando é feio ter rugas? Qual o problema dos cabelos brancos? Eu, particularmente, acho lindo a aparência do velho, mesmo detestando pessoas que estão mentalmente velhas, aquelas que, por exemplo, têm 30 anos e não mudam desde os 15 continuam com as mesmas idéias, sonhos, experiências e desejos.
Você não acredita? Acha exagero meu? Vá à uma festa, olha bem o comportamento dos “adultos”, dançam na boquinha da garrafa, rebolam com o tcham, azaram as menininhas e menininhos mais novos e quando toca Xuxa é uma festa.
E os jovens? Geralmente não ficam atrás nessa competição, usam as suas armas, fazem cara de conteúdo, idolatram ídolos do passado, outro dia vi uma guria de 15 anos falando da maravilhosa voz da Elis Regina de como ela encantava o público quando cantava, pô eu tenho trinta anos e não conheço a voz da dita cuja. Compram livros, decoram partes de poemas, usam jargões, às vezes ate os nossos jargões: “No meu tempo não era assim”, esquecem as bonecas e os carrinhos cada vez mais cedo e, cada vez mais cedo ainda, começam a namorar.
Certa fez uma aluna me recitou um poema de Fernando Pessoa, Autopsicografia, e fiquei encantado porque amo Fernando Pessoa e perguntei se ela sabia algum outro poema, ela respondeu: “Não, só decorei esse, pois achei legal”
Não sei bem, mas acho que essa competição não faz bem a nenhum dos dois, e será que não estamos buscando o falso? O falso seio, o falso ídolo,
E porque fazemos isso? Para competir? Por medo de ficarmos “velhos” e não sermos aceitos na sociedade? Medo de ficar velho se o meu mais novo eu é agora?
Na verdade não sei a resposta e não esperava que a soubesse, talvez, quando eu for mais novo eu entenda e conte para meus netos, filhos, etc. Por enquanto decidi que quero ser aparentemente velho, não vou lutar contra os efeitos do tempo, não vou mentir para o meu espelho e, se tudo funcionar direitinho, prometo que nem viagra eu tomo.

Feliz dia do trabalhador

Publicado por Nivaldo Jr em 02 Mai 2007 | sob: Bate-papo, Aulas

Ainda não sei muito se devemos comemorar esse dia, mas esse é um dos poucos dias que realmente não tenho nenhuma crítica ainda, pode ser que amanhã eu tenha, mas hoje não.

Bom, primeiro aqui vai uma listinha obrigatória, deixe-me explicar: estou trabalhando blogger como ferramenta de avaliação. Existem alguns autores que falam sobre o assunto blogger e educação, meu professor Jarbas é um deles ( http://jarbas.wordpress.com ).
Meus alunos estão trabalhando sério no assunto e, caso você tenha um tempo, visite o blogger deles, está muito bacana.

http://ericolanza.wordpress.com/
Erico

http://laritcha4ever.wordpress.com
Larissa

http://biasato.wordpress.com/

Bia

http://weicker.wordpress.com/

Erick

http://nunao.wordpress.com/
Rafael Nunes

http://casselhas.wordpress.com/
Samanta

http://tairine03.wordpress.com/
Tairine

http://sandynovelli.wordpress.com/
Sandy

Outro assunto bacana é que voltei a escrever poemas, estou contente, e comecei um projeto para educação infantil, ensino fundamental I, quando estiver mais maduro comento aqui.

Abraços
Nivaldo Junior

Vamos nos embriagar???

Publicado por Nivaldo Jr em 19 Mar 2007 | sob: Bate-papo

Ola pessoal,
Meu ex-professor e eterno mestre Jarbas Novelino Barato está construindo um ambiente para trabalhar uso de blogs em educação. O nome do projeto é Boteco Escola, logo em uns dos primeiros posts o nome é explicado, a idéia é que seus alunos percebam a importância do blog como lugar de encontro.
O endereço do blogger é:
http://jarbas.wordpress.com/
Os que estiverem interessados em dar uma olhada, e quem sabe ate participar do blogger, sintam-se a vontade, pois o acredito que Boteco é Nosso.

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