O retorno I
Publicado por Nivaldo Jr em 09 Jul 2008 | sob: Pessoal
Nesse semestre a professora Isabel Cappelletti propôs que parte de sua avaliação fosse através de um relato focado na prática do semestre. Achei, em um primeiro momento, a idéia maravilhosa. Havia tempo que não escrevia, de alguma forma, livre das formalidades acadêmicas.
Inicio assim o post para tentar deixar claro a vocês a importância, ao menos a mim, deste blog (pois é aqui onde escrevo de forma livre), daquilo que escrevo aqui e principalmente dos comentários que aqui recebo.
Quando uma pessoa conhecida, amiga ou colega comenta no blogger, fico maravilhadamente feliz. Há algumas pessoas que, por incrível que pareça, acompanham meu blogger, acho isso meio maravilhosamente louco.
Agora acho que tenho aquilo que os franceses chamam de “La Petit Mort”, ou seja Gozo, com ‘G’ maiúsculo, quando uma pessoa desconhecida comenta em meu blogger.
Pois além dela ler meu texto, ela ainda se deu ao trabalho de comentar meu texto, vocês sabem quantas vezes um professor comentou um texto meu? Contam-se nos dedos da professora Isabel aqueles que me deram algum tipo de devolutiva satisfatória.
Hoje, graças a vocês amigos, leitores e você que só chegou aqui amanhã, posso escrever: Tinha grandes medos ao escrever.
Como sempre digo, redizendo Paulo Freire,: “chego onde estou com uma história forjada por mim e por outros” digo isso, pois grande parte da minha historia escolar, é caracterizada por uma tentativa de cunhar em mim o rótulo de sujeito que não sabe aprender a escrever.
Escutei de inúmeras pessoas que trabalhavam na educação frases como: “Você nunca vai aprender a escrever não garoto?”, “Nivaldo, sai da escola, você esta se enganando aqui”, “Olha eu faço o meu possível, mas ele não vai…”
Frases como essas marcam. Marcaram e sempre marcarão.
Referi-me a essas pessoas como pessoas que trabalham na educação pois nunca chamarei um sujeito desses de professor, de educador. Esses sujeitos caíram de pára-quedas em uma sala de aula. E, certamente, não sabem o que estão fazendo lá.
E agora agradeço a vocês que lêem e comentam aqui, os meus verdadeiros professores, pessoas que me cobram diretamente “1,2,3 Atualiza o blog”, pessoas que me cobram indiretamente “E ai mano.. perdeu a senha do blog?”, pessoas que simplesmente fazem de mim aquilo que sou.
Agradeço a todos pelo carinho e atenção dispensada nesse tempinho de ausência. Mas quero agradecer em especial ao eterno professor João. Mais que amigo, mais que coordenador, mais que profissional: Complicadamente o humano que mais me ajuda a ser humano.
Atenciosamente
Nivaldo Junior.
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E ae mano….
Começo dessa forma porque é justamente dessa maneira, que recebo sempre a mensagem quando estou no MSN, esperando pra pedir ajuda, seja nas situações da vida, no trabalho. Portanto, deixarei de lado as formalidades de professor.
Há muito tempo, sei da história dessas pessoas que trabalham na educação. Hoje, realmente, você mostra(simplesmente mostra, não precisa provar nada) não a eles, até mesmo por muitos nem terem mais contato com você, mas sim a todos nós, seus alunos e amigos, que você foi desde sempre, o ser humano que eles pensaram que você nunca iria ser, e que na minha opinião, sempre foi.
Te acompanhei bastante na evolução da sua ‘escrita’, mas confesso, que é apenas mais uma das coisas que você faz bem. Apenas mais uma das coisas que você faz certo, perto de todas as outras que você sempre acertou, e me deixou de exemplo para que eu pudesse acertar também.
Para mim, mesmo que a palavra esteja sem acento, ou a frase sem a vírgula, você sempre irá acertar.
Fica na paz mano.
Termino dessa forma porque é justamente dessa maneira, que procuro dizer todos os dias: Até amanha meu irmão.
Alô Nivaldo,
Bom título este de ‘Retorno’. E espero que você esteja atento para os comentários. Espero não fazer parte dos professores que podaram sua escrita.Mas talvez eu não tenha lhe ajudado a ganhar cancha como escrevinhador.De qualquer modo, ao andar por aqui acho que estou lhe dando algum apoio…
Acho estranha a divisão entre texto solto e texto acadêmico.Procuro não produzir coisas do último tipo. Por isso tem gente que acha que minhas produções mais recentes não têm qualidade.A informação me veio de um aluno comentando comentários de um outro aluno:”li o texto do Jarbas e entendi tudo,é muito fácil;o conteúdo não é profundo”. Fico tentado a produzir algumas coisas a la Kant ou Heidegger. Ninguém entenderia. Mas achariam ‘profundo’.
O tal texto sem profundidade acaba de sair com capítulo de livro na Espanha …
Sei que pode ser perigoso para você.Vão querer texto acadêmicos lá na pós da PUC.Mas, sempre que puder,escreva de modo mais solto. O leitor merece.
Mudemos de assunto. Estão querendo acabar com a liberdade na internet. E vão conseguir se o projeto de lei do Azeredo for aprovado. Convido você a divulgar petição contra a Lei do Azeredo. Apareça no Boteco para assinar a petição.Se puder divulgue-a aqui no seu blog;
http://jarbas.wordpress.com/2008/07/10/diga-nao-a-censura/
Abraço grande,
Jarbas