Graças a Deus o ano letivo começou e faço as coisas que mais amo. Estou em sala de aula. Seja como aluno, seja como professor, sinto que meu lugar é justamente ali. Entre pessoas que querem aprender e pessoas que querem ensinar.
Um dia me perguntaram o que me leva a dar aula, ia responder sem titubear, dou aula porque amo. Titubeei. Acho que não é por amar que dou aula, pois também amo jogar vídeo-game, futebol, etc. Percebi, então, que leciono pelo mesmo motivo que estudo, leciono por acreditar.
Acredito que as coisas podem ser diferentes, acredito que o mundo ainda tem salvação, acredito nos homens e nas mulheres. Simplesmente Acredito.
Esse simples ato de acreditar faz de mim um romântico. Não apenas um romântico de paixão, de amor, de bombom essas coisas, mas um romântico pela vida. Um romântico pelos homens e mulheres do mundo.
Daí hoje me perguntaram: Qual seu maior medo?
Daí sem hesitar respondi. De falhar… errei. O medo não está em falhar, está em “não acreditar mais”, em fazer por fazer. Em ensinar por ensinar, em “apreender” por “apreender”.
Tenho medo de viver por viver e, pior ainda, tenho medo de ensinar meu aluno a viver por viver. Ensinar meu aluno que a vida é assim mesmo. Que o mundo é assim.
Medo da “pedagogia da conformidade” que reina nas diversas escolas do meu país. Escolas essas que vão de programas na TV, passam por músicas “inocentemente” cantadas, revistas cuidadosamente elaboradas e, em algum momento, chegam a cartilhas pedagogicamente montadas.
Tenho pavor do conformismo e, talvez por isso, lute com tamanha veracidade. Luto a minha luta. Do meu jeito e com as minhas armas.
Talvez lute com amor ou(e) por amor ou(e) pelo amor. Mas sei que certamente luto por acreditar.
Abraços
Nivaldo Junior