O dialogo interior de um jovem de 28 anos revoltado.
Publicado por Nivaldo Jr em 19 Abr 2006 | sob: Bate-papo
Hoje fiquei extremamente irritado. A cada dia mais me convenço que a educação superior se acha tão superior que ela se esquece de conceitos que ela própria prega.
Rótulos, isso realmente me deixa chateado.
Durante esta semana, estive conversando com uma educadora, falavamos justamente disto, ela questionava o meu comportamento, deixe-me explicar melhor: ela dizia que o meu comportamento (e outras coisas) não a possibilitava ver o meu lado educador, elogiou muito meu trabalho no Linux na escola, mas achava melhor eu começar a rever o meu comportamento pois certamente isso iria me atrapalhar um dia.
Bom, esse dia chegou muito rápido. Existe uma pessoa (na realidade algumas pessoas) na faculdade onde estudo que me vêem como um vagabundo, alguém que não adianta, “Esse já é um caso perdido”.
Não luto para mudar isso, afinal cada um tem o direito de ver as pessoas a sua forma, da sua maneira e é isso que nos diferencia dos animais, nunca vi um cachorro olhando para o outro como quem diz, olha que cachorro mais vagabundo, ou então, gostei deste cachorro, ele parece ser legal.
Julgar faz parte da natureza humana e essa intuição sobre os outros parece ser salutar, mas tomar essa intuição como verdade absoluta, isso não me parece correto.
Tenho todo o direito de pensar: “Fulano é um encosta, não faz nada e vive apoiado na sombra de beltrano” mas esse direito me traz a obrigação da dúvida, será que ele realmente é assim ou eu o vejo assim? E, agora filosofando um pouco, fulano é assim ou ele está assim?
Se estamos sempre em transformação como podemos afirmar Fulano é?
Bom, na volta para casa geralmente venho escutando a Rádio Bandeirantes, mas hoje vim escutando uma musica do Nirvana, Smell like tee Spirit, vou colocar a tradução aqui pois acho que é como me senti hoje, pois quando me afirmaram que eu não sei escrever (Eu realmente escutei isso hoje) me senti como uma parte da musica: “Sou pior no que faço melhor”
Nirvana - Smells Like Teen Spirit (tradução)
by Kurt Donald Cobain
Cheira Como Espírito Jovem
Arme-se e
Traga seus amigos
É divertido perder e fingir
Ela está chateada
E segura
Oh não, eu sei um palavrão
Olá olá olá está tão baixo
Com as luzes apagadas
É menos perigoso
Aqui estamos agora
Nos divirta
Me sinto estúpido e contagioso
Aqui estamos agora
Nos divirta
Um mulato, um albino
Um mosquito, minha libido, Yeah!
Sou pior no que faço melhor
E por este presente e eu me sinto abençoado
Nosso grupinho sempre foi
E sempre será até o fim
(Refrão)
E eu esqueço
Apenas por que eu provei
Oh sim, suponho que me faz sorrir
Achar é difícil e é difícil de achar
Bem, que seja, não se preocupe
(Refrão)
Uma negação, uma negação(4X)
Uma negação
Abraços
Nivaldo Junior - O vagabundo…
Valeu Joao Carlos pela ajuda com o Portuga.
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Confesso que tb estou muito chateada… me sinto meio ” Bullyng” , sei q. ” quase o tempo todo ” as piadas se direcionam a mim!!! pq??? não sei… Mas sei , que vc é um talento… ema cabeça legal… com um futuro, com certeza… brilhante… sabe… isso ou esse ” Dom” Deus me deu… e é muito difícil eu errar um ” Diagnóstico”. Pense, cresça cada vez mais, modifique o q. achar necessário… mas…. sempre seja VOCÊ…. e não o q. os outros queiram q. vc seja!!! Talvés… por isso , eu sou assim.. e já briguei muit pelos meus ideais… e posso dezer… VALE A PENA!!! Beijos…
Quero ter esse retorno dos meu alunos!!!!
[…] Publicado por Nivaldo Jr em 06 Abr 2008 | sob: Pessoal É essa a idéia que percebi ao visitar um flog de um ex-aluno (eterno professor) Victor: Estamos bem mesmo sem você. Deixe me explicar, não que o perceba como se estivesse jogando algo na minha cara, (algo como “ta vendo?? Você não acreditava? To aqui, e bem.” ) assim como não o entendo me agradecendo pelos serviços prestados é, na verdade, um misto dos dois. É como se fosse, e talvez seja, um aprender e, como todo aprender, é permanente. Estou aprendendo com meu passado, com aqueles que de alguma forma fizeram parte dele. A cada dia mais percebo que esse passado faz parte do que sou. Hoje penso que sou aquilo que fiz de mim, mas não me fiz sozinho e sei que todos aqueles que me fizeram, certamente, se fizeram comigo. Ontem, quatro de abril de 2008, vi duas cenas que me fizeram mais indignado. Foram, obviamente, duas cenas de abuso de poder de educadores com seus educandos. Sempre vejo essas cenas, são comuns embora tristes, mas ontem pela primeira vez vi uma que justificaria um “tapa na cara” da professora, sei que no futuro vou me arrepender de ter escrito isso, mas juro que se fosse pai daquele aluno teria, de alguma forma, agredido a professora. Sei que não posso fazer isso, nem muito menos pregar isso. Mas essa indignação corrói-me. Machuca-me. Fiquei apenas com a esperança de saber que farei de tudo para que um dia esse aluno possa demonstrar: Estamos bem mesmo sem você. E imploro para que eu entenda: Obrigado por tudo, e que cada educador veja da sua forma, mas seja justo e coerente com o que vez. Essa imagem acabou com meu dia, a cena ficou na minha cabeça por horas e, por um instante, pensei que iria sair. Mas, assim como tudo, essa cena hoje faz parte de mim, assim como faz parte daquele aluno, daquela professora, daquela escola. Marcas que jamais serão esquecidas. São essas marcas, as por nos deixadas em outros e as por outros deixadas em nos, que definem como estamos, são elas que fazem que as pessoas se aproximem ou se afastem de nos. Elas são nosso “cartão de visita”. Na semana passada uma amiga falava comigo. Estava indignada com o fato das pessoas rotularem as gentes, as pessoas. Naquele dia expliquei a ela algo que já escrevi aqui no blogger sobre rótulos: […]